
Os trabalhadores dos países que utilizam o amianto crisotila realizam hoje o “Dia Internacional em Defesa do Uso do Amianto Crisotila”. O movimento conta com a participação de todos os trabalhadores ligados ao setor e é coordenado na América do Sul pela CNTA (Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto Crisotila), FITAC (Federação Internacional dos Trabalhadores do Amianto Crisotila), sindicatos de trabalhadores e entidades internacionais que lutam em defesa da qualidade de vida, emprego e renda que a atividade proporciona.
O grito dos trabalhadores está ecoando no Brasil, Canadá, México, Rússia, Ucrânia, Peru, Colômbia, Zimbábue e mais de uma centena de outros países que extraem e utilizam o amianto crisotila, repudiando os ataques que o setor tem sofrido por entidades que têm interesse comercial na sua proibição ou, o que é pior, desconhecem a realidade do setor e os avanços sociais que os trabalhadores do amianto obtiveram em mais de 20 anos de luta.
No passado o amianto era utilizado sem nenhuma segurança. Por causa disso muitos de nossos companheiros adoeceram. Os trabalhadores do amianto são solidários a esses companheiros, mas não aceitam pagar pelos erros do passado com a perda de seu emprego, principalmente porque hoje suas condições de segurança e qualidade de vida estão entre as melhores nos setores da mineração e da indústria no Brasil.
Depois da década de 80, quando os trabalhadores celebraram com as empresas o Acordo Nacional Para Uso Controlado do Amianto Crisotila, conquistando o direito de organização do trabalho, as condições de trabalho evoluíram muito. Hoje somos considerados uma referência internacional, com padrões de segurança melhores do que nas fábricas dos países onde o poder econômico substituiu o uso do amianto crisotila por fibras artificiais.
As telhas e caixas d’água com amianto são seguras, econômicas e atendem a população de baixo poder aquisitivo, ajudando os mais humildes a ter acesso à moradia e ao saneamento. A tecnologia com fibras artificiais é uma falácia. As telhas com fibras artificiais têm custo elevado, baixa resistência e baixa durabilidade. É por isso que os postos de trabalho das empresas de fibrocimento que substituíram o amianto, no Brasil e na Europa, acabaram sendo fechados em sua grande maioria. Por isso estamos lutando, para não ter esse mesmo destino!
Criciúma, 16 de abril de 2008.
CNTA - COMISSÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO AMIANTO
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL, CERÂMICA, MOBILIÁRIO E FIBROCIMENTO DE CRICIÚMA E REGIÃO
COMISSÃO FISCALIZADORA DO USO DO AMIANTO - IMBRALIT
Fonte:
Assessoria Comunicação
Publicado em:
16/04/2008