Evento promovido pelo Grupo Jorge Zanatta reuniu lideranças e representantes de entidades parceiras para discutir inclusão, respeito às diferenças e acessibilidade no ambiente corporativo
A inclusão, na essência da palavra, no ambiente de trabalho motivou um evento com uma programação especial na manhã desta quarta-feira (10), com mais de 100 gestores de diferentes cargos e setores das empresas do Grupo Jorge Zanatta. O Seminário Inclusão & Liderança contou com uma programação completa para trazer conteúdos e reflexões a respeito do acolhimento à diversidade em uma ampla perspectiva.
Com talks e palestras, foram abordados temas como inclusão, vieses inconscientes, respeito às diferenças, liderança inclusiva, acessibilidade e o papel de cada colaborador na construção de uma cultura organizacional mais acolhedora. Estiveram na trilha de conteúdo o advogado Luiz Henrique Morona, a ativista da causa autista e mãe atípica Elaine Cardoso, a diretora pedagógica e a assistente social do Instituto Diomício Freitas, Simone Bernardo e Liliane Pereira, além dos colaboradores da Canguru Maiara Hoffmeister e Everaldo Ramos, que compartilharam conhecimentos práticos sobre liderança inclusiva.
Durante a abertura do evento, o CEO do Grupo Jorge Zanatta, Leandro Buciani, destacou a importância de transformar a inclusão em uma prática efetiva dentro das organizações. “Quando incluímos alguém com deficiência, estamos reconhecendo o valor dessa pessoa e criando condições para que ela contribua com seu talento e sua humanidade. Isso transforma a vida de quem é incluído, de quem convive com essa pessoa e também a cultura da empresa”, afirmou.
Buciani também ressaltou que a inclusão vai além do cumprimento da legislação. “Cumprir a lei é o mínimo. O desafio que nos propomos a suplantar está em criar ambientes acessíveis, oportunidades reais de desenvolvimento e uma cultura em que todas as pessoas se sintam pertencentes. A inclusão deve ser vista como uma oportunidade de acessar talentos, fortalecer equipes e contribuir para o crescimento das organizações”, disse.
Entre os destaques da programação esteve a participação de Johana Medeiros, diretora da AcessiLibras, empresa especializada em soluções de acessibilidade em Libras. Em sua palestra, ela abordou a importância da comunicação acessível para a inclusão da comunidade surda e o papel das lideranças na promoção de ambientes mais acolhedores.
Segundo Johana, a inclusão de pessoas surdas vai além do recrutamento. “A contratação de uma pessoa surda é apenas o começo. É preciso criar condições para que ela se desenvolva dentro da empresa, tenha oportunidades de crescimento e participe efetivamente do ambiente de trabalho. Quando aprendemos algumas palavras em inglês para atender um cliente, isso costuma ser visto como algo positivo. Mas quando aprendemos sinais para nos comunicar com uma pessoa surda, isso é inclusão”, destacou.
O seminário também contou com a participação de Everaldo de Carvalho Ramos, profissional com mais de 30 anos de atuação na Canguru Embalagens e experiência na gestão de equipes diversas e inclusivas. Durante sua apresentação, ele compartilhou aprendizados sobre o papel do acolhimento e do envolvimento coletivo na construção de ambientes mais humanos.
“Quando abraçamos a causa e todo o time também abraça, as coisas acontecem. A inclusão não é responsabilidade apenas da liderança ou do setor de Recursos Humanos. Quando a equipe inteira se envolve, entende seu papel e participa do processo, os resultados aparecem e todos crescem juntos”, ressaltou.
A iniciativa integrou o calendário de ações do Comitê de Inclusão do Grupo Jorge Zanatta, grupo que atua na promoção de práticas inclusivas, conscientização e desenvolvimento de uma cultura baseada no respeito e na diversidade. Nos últimos anos, o grupo tem realizado treinamentos, campanhas educativas e ações voltadas ao acolhimento e desenvolvimento dos colaboradores.
Para a gerente de RH do Grupo Jorge Zanatta, Kellin Zanatta, ambientes inclusivos contribuem para o fortalecimento das equipes e para o desenvolvimento das organizações. “Quando as pessoas se sentem respeitadas e pertencentes, elas conseguem contribuir de forma mais significativa. A inclusão beneficia não apenas quem é acolhido, mas toda a organização”, ressaltou.



